Dirigentes de Grêmio e Inter rechaçaram nesta quinta-feira a possibilidade de arcarem com os custos de segurança para contarem com policiais militares (PMs) nos estádios de futebol. A proposta, sugerida em encontro entre representantes dos clubes, da Brigada Militar (BM) e da Segurança Pública do Estado, tem, no entanto, o apoio do Ministério Público.
"Nós do Ministério Público acompanhamos este assunto com preocupação. Existe o entendimento de que a realização dos jogos não será possível sem a presença da BM. A corporação tem sido a nossa parceira na busca pela paz nos estádios e se há esta ideia de compensação financeira, nós apoiamos esta iniciativa", disse o promotor José Francisco Seabra Júnior em entrevista.
O promotor destacou que o Estatuto do Torcedor é claro quando afirma que a segurança dos estádios é responsabilidade do mandante do jogo. "O clube até pode solicitar segurança pública no local da partida e nos arredores. A lei é clara. Acredito que a nossa sociedade não está madura para realizar jogos sem a presença policial", explicou.
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