sexta-feira, 6 de julho de 2012

100 anos de Fla X Flu, grandes historias !!!

Nelson Rodrigues e Mário Filho (Foto: Arquivo Pessoal)Clubes têm divergência sobre números (arte esporte / Cláudio Roberto)
Que se perdoe o exagero da frase: o Fla-Flu começou no Recife. Sim, é bem verdade que a disputa de futebol entre times de Flamengo e Fluminense é cria do Rio de Janeiro, nas Laranjeiras, em um domingo de julho de 1912. Mas o verdadeiro Fla-Flu, não. O clássico como é hoje, com a grandeza contrastada pela miudeza de duas monossílabas separadas por um hífen, veio à luz na capital pernambucana. E, feito uma partida, teve dois tempos: o primeiro antes mesmo de o jogo existir, em 1908, quando nasceu Mario Filho; e o segundo justamente em 1912, quando Nelson Rodrigues saiu do ventre de sua mãe. As impressões digitais deixadas pelos irmãos nas teclas de suas máquinas de escrever criaram o imaginário do clássico que completa 100 anos neste sábado. O Fla-Flu teria outra dimensão sem eles.

Mario, rubro-negro tímido, e Nelson, tricolor apaixonado, formam a dupla de ataque da imortalização do clássico. O primeiro o fomentou como ninguém; o segundo foi quem melhor o descreveu. O empreendedorismo do irmão mais velho, que cede nome ao Maracanã, encontrou respaldo nas crônicas oníricas do caçula. Cada texto dele transformava o futebol, especialmente o Fla-Flu, em um sonho.
Eles tiraram do novelo de mais um duelo regional o fio que se espicha até hoje, quando se comemora o centenário do clássico. No Lamas, bar-café-restaurante que é tradicional reduto de jornalistas, políticos e intelectuais no Rio de Janeiro, o GLOBOESPORTE.COM reuniu dois descendentes da família Rodrigues para uma conversa sobre a relação entre os irmãos e o clássico. Nelson Rodrigues Filho e Mario Neto têm
histórias a contar.
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e camisas comemorativas (globoesporte.com)




O estranho aconteceu quando saiu um gol do Flamengo. O pequeno Mario Neto, sentado junto ao avô, olhou para a cadeira ao lado e, por um segundo, não viu ninguém ali. O jornalista estava no ar, em um salto, comemorando o gol. Quando se acomodou, diante da cara de espanto do menino, Mario Filho alertou: "Meu neto, não pense besteira, não. É que vamos vender mais jornais."

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