Mario, rubro-negro tímido, e Nelson, tricolor apaixonado, formam a dupla de ataque da imortalização do clássico. O primeiro o fomentou como ninguém; o segundo foi quem melhor o descreveu. O empreendedorismo do irmão mais velho, que cede nome ao Maracanã, encontrou respaldo nas crônicas oníricas do caçula. Cada texto dele transformava o futebol, especialmente o Fla-Flu, em um sonho.
Eles tiraram do novelo de mais um duelo regional o fio que se espicha até hoje, quando se comemora o centenário do clássico. No Lamas, bar-café-restaurante que é tradicional reduto de jornalistas, políticos e intelectuais no Rio de Janeiro, o GLOBOESPORTE.COM reuniu dois descendentes da família Rodrigues para uma conversa sobre a relação entre os irmãos e o clássico. Nelson Rodrigues Filho e Mario Neto têm
histórias a contar.
O estranho aconteceu quando saiu um gol do Flamengo. O pequeno Mario Neto, sentado junto ao avô, olhou para a cadeira ao lado e, por um segundo, não viu ninguém ali. O jornalista estava no ar, em um salto, comemorando o gol. Quando se acomodou, diante da cara de espanto do menino, Mario Filho alertou: "Meu neto, não pense besteira, não. É que vamos vender mais jornais."
Nenhum comentário:
Postar um comentário