O comando de greve dos professores da Universidade Federal de Pelotas
(UFPel) não aceitou a proposta apresentada pelo secretário de Relações
do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, às entidades do
movimento docente na última sexta-feira (13). Após uma assembleia realizada no
auditório do Instituto de Ciências Humanas (ICH) para discutir o fundo de greve,
além de outras pautas, nesta segunda à tarde, os profissionais optaram por
manter a greve.
O comando local afirma que a proposta apresentada não
cumpre as exigências feitas pelo movimento. A decisão será levada ao Comando
Nacional de Greve junto às de outras seções sindicais, as respostas da maioria
irão apontar o posicionamento oficial, que será repassado ao Governo Federal na
reunião marcada para o dia 23.
Entenda as principais
reivindicações
Os professores pedem ao Governo carreira única, o que
não foi atendido, e reestruturação de uma carreira para 13 níveis. O Governo
diminuiu os níveis de 16 para 13, mas, segundo o presidente da Associação dos
Docentes da universidade (Adufpel), Sérgio Cassal, de forma ilógica, com valores
fixos, mas aleatórios.
A outra reivindicação é relativa ao reajuste
salarial. O Governo Federal anunciou que ofereceria aumento de 45% ao longo de
três anos aos docentes, o que daria um impacto de R$ 3,9 bilhões nos cofres
públicos. Cassal, porém, afirma que o Governo está considerando o valor de
fevereiro deste ano para estes cálculos enquanto que deveria fazê-los a partir
de julho de 2011, quando a classe teve o último reajuste.
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